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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Boteco Colarinho, em Botafogo, tudo de bom até pra quem não bebe...

Por Cris Lopes

Sabem aquele domingo nublado, chato e que você não programou nada para fazer? Pois é, estava assim o meu dia, eu já pensando em ler, ir ao cinema, quando me telefonou um amigo muito especial. Sérgio Pereira, morador de Brasília, amigo de tantos anos que nem sei quantos.

O Colarinho fica em Botafogo, bem pertinho do metrô, pra não ter desculpa de lei seca

Pois é, Sérgio estava no Rio e combinamos um almoço gostoso que virou tarde maravilhosa. Trata-se  de um velho conhecido de meus amigos jornalistas. Já foi assessor de imprensa do Ministério da Fazenda. Apesar dele andar de vez em quando por Botafogo resolvi apresentá-lo à praça Nélson Mandela e foi ali ao lado, na rua do mesmo nome que almoçamos no Colarinho.

Próxima meta do Colarinho: virar lan house. Internet para todos.
 Gente, que delícia. De cara uma entrada especial: o bolinho Toca do Matuto, feito de berinjela com recheio de carne seca. Como o amigo é dos meus e curte uma boa empada, partimos pra cima delas antes de almoçarmos.

"O Boteco Colarinho, inaugurado no segundo semestre de 2010, é mais um bar do Rio de Janeiro que incentiva o movimento das cervejas artesanais. Ganha o consumidor, que não fica mais preso a mesmice de sempre e tem a oportunidade de conhecer rótulos novos. Ganha também os cervejeiros, que encontram apoio para continuar com a produção. Fonte: Circuito de Botecos

Bio no twitter: Um boteco diferente de todos que você já viu. O único com 9 chopps.

Oferece 40 rótulos de cervejas. Entre elas,  Bamberg, Falke, Colorado, Mistura Clássica, Urquell, Brooklyns, Backer, as Schneiders, Konig, Kostritzer, Super Bock....
 Como sempre, não bebi. Não gosto de álcool e nem posso beber. Marco foi de chopinho, Sérgio de caipirinha e eu de água mineral. Grande novidade! Gosto de misturar água com gás com água sem gás. Acho que  fica perfeito.



Empadas do Colarinho, deliciosas!
Almoçamos  e depois demos um pequeno passeio em direção ao Botafogo Praia Shopping. Não fomos pelo caminho habitual, demos voltas, pois estávamos passeando. Shopping, compras? Nada disso, café e sobremesa no Cafeína Café. Viu, Kassati, também freqüento cafeterias, só não tomo o espresso. Eu de tortinha diet e o resto no café.

Querido Sérgio, amamos estar com você. Um domingo de ressaca nas praias e nós bem longe da confusão da natureza curtindo um bom papo, a amizade e uma tarde pra lá de especial. Repita a dose antes de mais uma vez ir embora para longe

Charmoso café com projeto arquitetônico de Hélio Pellegrino, é um lugar ideal para lanchinhos, um café da manhã demorado com jornal do dia na mesa e até mesmo almoços light. No cardápio duas novidades: cheesecake e o rocambole de morango com cobertura de chocolate, ambos light. O projeto arquitetônico de Hélio Pellegrino, ao prever o uso de materiais de demolição,  como madeira e azulejos hidráulicos, deu um toque rústico e acolhedor ao ambiente. Você  tem quatro opções de Cafeína Café no Rio: Botafogo, Ipanema, Leblon e Copacabana.


Siga no twitter: @botecocolarinho

Fotos do Boteco Colarinho, exceto  primeira e  última, são daqui:
http://femalecarioca.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de março de 2011

Mar deixa de ser azul, águas de março fecham o verão, amendoeiras mudam de cor. É o outono chegando...

por Cris Lopes

Domingo entre sol e nuvens pesadas. O Rio já está com a cara das águas de março. Vitrines mudam e entram com as roupas de outono-inverno. Acho engraçado. Nunca precisei das roupas pesadas expostas nas vitrines. Ao contrário, tenho um armário lotado de blusas de linha e algumas de lãzinha, mas raramente faço uso de algumas delas. Casacos de couro? Só quando vou para algum lugar onde verdadeiramente faz frio.
                                            
Prefiro minha bermuda e minha rasteirinha

Não gosto de ver a cidade sem aquele sol brilhante, amarelo, dando cores às pessoas e árvores. O mar, sem ele, fica acinzentado ou de um verde escuro que esconde o azul maravilhoso do verão. Tá bom, não sou o que se chama de frequentadora de praia e nem amante do calor de 40º, mas nuvens escuras entristecem. O Rio é solar, as pessoas são assim.

No meu caso, depois de muitos dias de chuvinha começo a ficar triste. Eu disse triste e não deprimida – dessa já me livrei. Gosto, confesso, das folhas de amendoeiras em mudança de cor. Do verde intenso para o vermelho amarelado. Também gosto de folhas no chão; aquelas que os garis varrem todas as manhãs. Tenho a impressão de que sou feita de açúcar, pois não gosto nem um pouco de sair na chuva, mesmo que seja num leve chuvisco. Evito viagens no outono e a lugares onde chove muito.

Penso, penso, e acabo  indo ao mesmo lugar...
                                                         
Por ser domingo, sairemos para o almoço fora de casa. É um hábito. Hoje, porém, estamos escolhendo um restaurante bem pertinho, daqueles que basta ir de rasteirinha e um vestidinho, sem se preocupar com mais delongas. Ontem, vendo um capítulo da novela das oito, que entra às nove, ouvi dizerem que carioca adora comida de botequim. É verdade, sou uma dessas pessoas que trocam qualquer restaurante chique por um boteco de bairro. Vou acabar no 98, como sempre.
Pareço rueira, não é? Não sou. Tenho um prazer imenso em estar em casa e só saio quando realmente não posso deixar de ir a algum lugar. Quer coisa melhor do que a companhia de um livro, ver um bom filme na TV, conversar com amigos e até tuitar com pessoas queridas? Também não sou o que se pode chamar de consumista e tenho horror a shopping. Gosto de loja de rua, e raramente compro algo em shopping. Alguns, nem conheço. Não me despertam interesse. Ah, mas gosto muito de caminhar pela cidade e de curtir, sozinha, um cinema. Esse, digamos, é meu lado rueiro. 
Comida de boteco, tudo de bom!
                                                          
Daqui há alguns dias terei hóspede, novamente. Dessa vez, a filha de uma amiga que vem conhecer o Rio. Lá vou eu pela centésima vez ao Corcovado, Pão de Açúcar, Pedra da Gávea (se a pessoa desejar saltar de asa delta) e praias da moda que todo mundo quer conhecer. Confesso que se eu puder escapar desse tipo de programa, escapo e deixo que o maridão faça isso, pois ele tem muito mais paciência do que eu. Sou daquelas que não gostam muito de sair da rotina.
Paro aqui. Vinicius, o neto, no Skype. Primeiro ele, sempre. Coisa de avó de neto único.