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sábado, 12 de março de 2011

Amigo é tudo de bom... E se não é tudo, é quase tudo!

por Taís Morais

Embalada pela chegada da Lola, minha Rodhesian Ridgeback e da sempre presente Nana, hoje eu gostaria de falar sobre amizade.Sobre Amizade verdadeira, daquelas que não nascem todos os dias e não se encontra em qualquer esquina.

"Odeio roupas de marca"  Nana,  a vira-lata
Ter um amigo não é guardá-lo do lado esquerdo do peito. É ter tempo para ele, mesmo quando nossos dias precisam ter 25 horas. Ser amigo é lembrar-se sorrindo das coisas mais corriqueiras e das piadas mais sem sentido das quais você morreu de rir.
                                                    
Ter um amigo é acordar com saudade do colo, do ombro, do sorriso.
É compartilhar juntos a falta de dinheiro, a promoção, a alegria e as vitórias.
É sorrir junto das desgraças e estender a mão com carinho e solidariedade não querendo nada em troca.
                                                    
"Oba, ganhei casa nova com quintal"   Lola, a de pedigree
                                                                    
Ter um amigo verdadeiro é sentir que seus caminhos são ermos sem os passos companheiros.
é, quando a ausência se torna verdadeira, que sua existência está fria e vazia.
 é sentir o coração bater forte de saudade das cervejas tomadas a dois e das piadas sem graça das quais rimos juntos.
                           

Ser amigo é não ter vergonha de pedir companhia para almoçar,
De chorar e xingar e de sofrer com alguém para te aninhar quando o peito não aguenta mais sozinho.

Ser amigo é sentir um sabor amargo de saudade
É escrever uma carta que você não vai mandar, mas vai entregar na primeira oportunidade
é nunca sentir o vazio da solidão.

Ter um amigo é ter lembranças boas,
De noites enluaradas,
De gargalhadas perfeitas,
De águas de coco tomadas ao vento,
De cantigas que apenas vocês ouviam.

Ser amigo é ter a certeza que mesmo com a distância você nunca estará só.
É guardar os ensinamentos e aprendizados;
Esperar o novo encontro mesmo que ele só aconteça vários anos depois,
É orar por aquele que se foi,
E nunca, nunca se arrepender de dizer um sereno e sincero:
Eu te Amo, Meu Amigo!

Nota do Editor: Nosso blog pode não ser politicamente correto, mas cultiva bons e sinceros sentimentos.  Nem sempre eles vão pra frente é bom que se diga. Mas nossas intenções sempre são as melhores. Sei sei, já estou ouvindo um engraçadinho dizer: "De boas intenções o inferno está cheio". Mas esse é tema pra outro post. Bye! Vamos em frente que atrás tem gente...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O mundo gira e nós giramos juntos, movidos a boa comida, café e muita conversa...

Taís Morais
(com pitacos da Clara Favilla, à revelia da autora) 
Ontem, domingo, na cinematográfica casa da @maria_lima,  a Mariazinha de O Globo,  uma das divas do jornalismo nacional,  vencedora do Troféu Mulher Imprensa 2010 (categoria Impresso) eu, convidada especial das meninas(os) do @cafeveneno e @cafeconversa ,  observei que participava de uma  reunião etílica ...  com um monte de abstêmios. Um porque estava já no ponto de comer farinha com álcool quando parou de se turbinar com os vários tipos de bebidas. Outra porque começou a estacionar seu carro em cima de bombas de gasolina. Saíram da fila da cirrose. Menos dois para ganhar fígado novo.
Sei! Reunião de abstêmios! Um instantâneo do estado geral das coisas...

 Eu não bebo não!!! Só tô imitando o Jânio Quadros... Vocês sabem quem foi ele, não?

Uma colega de hospício, pedalouca e corredora, não bebeu por causa de uma dor esquisita que apareceu em sua lateral esquerda. No entanto, já tá preparadíssima para encarar, na semana que vem o terreno adverso de uma trilha daquelas! Amiga reba, aviso que estarei junto sofrendo e suando para atravessar a geografia aterrorizante do Altiplano Leste.


Pude notar que a  jornalistada da capital brasileira, gente boa, estava de  olheiras pela incansável cobertura da votação fajuta do salário mínimo e sem um mínimo de “papas na língua”.  O almoço-reunião de pauta era apenas pretexto para papos sem fim sobre o presente/passado e futuro do país,  do mundo, dos participantes e de gente, que fora da roda, deve ter passado o domingo com as orelhas em brasas.

Ouvindo e dando meus próprios pitacos nos mais variados assuntos que pipocaram sem trégua, descobri porque gosto tanto do jornalismo, dos colegas de hospício e das notícias dos bastidores. Diversão à parte, muitos diriam para ter cuidado com o serpentário, mas a vacina anti-ofídica estando em dia e o rabo não estando preso, essas gargalhadas são mesmo de renovação para se iniciar a semana.

















Antes tarde do que nunca, voltei a fazer meus votos de divórcio eterno da grande mídia. Não quero nunca  desprezar  licores, espumantes para, num domingão gostoso, sair correndo pro plantão, como  o Camarotti (foto acima, ao centro) , que chegou, fez o social com sua bela Júnia, comeu e partiu.


Registro: político de grande visibilidade no cenário  nacional  (foto à esquerda) passou pela reunião de pauta. E, não se intimidou com os  Romeus e Julietas cubanos levados pelo Badu para incinerar bigodes, principalmente o daquele  (vocês sabem quem) que há décadas frequenta o noticiário. O cidadão riu  e se esbaldou com a macarronada da @clarafavilla e a Pasta ao Funghi da  @maria_lima .





Ao som de uma fonte lavada e esfregada pela  dona da casa que não gosta do limo que sobrevive à séculos nas fontes mais bonitas do mundo, o político e uma escritora presente fizeram belo dueto. Ele contava histórias da campanha eleitoral e mexia no seu Blackberry. Ela bradava aos quatro ventos sua aventura no veleiro do Rei Roberto Carlos.



Penha Saviato abstraída de tudo e de todos, entre Eduardo Badu e Ricardo kassatti , fumava seu Dona Flor, encarnando bem o papel. Sua cachorrinha Petité, gravidíssima, reclamava a atenção da dona até conseguir ser levada ao colo. Mesmo na situação delicada em que se encontra, Petitè, coitadinha, inalou nuvens da tal  fumaça companheira dileta do estadista  Churchil.

 

Poverina da Petité, não ganhou nem um pedacinho de carne. Os filhotinhos vão nascer todos de boca aberta de vontade. A cada latido, era ameaçada por Badu de ser trancafiado em um galinheiro inexistente.

Na foto acima,  Ruth Simões e Katia Maia num momento comportadíssimo, é claro, ensaiado...

 Chuva vai e vem, acordei com este texto na cabeça sem idiossincrasias ou falsidades e esperando a trilha sonora do encontro, que nunca veio. Desisti de colocar uma pitada de maldade porque esse sentimento só sobrevive no coração daqueles que não conhecem o verdadeiro valor da família e dos amigos. E nesta reunião-almoço de pauta, em que predominou a  alegria da partilha, aprendi que o importante é ver  com o coração e a aproveitar os instantes de alegria, alimentos para o corpo e para a alma.